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sexta-feira, 10 de junho de 2016


Morder é algo natural para os bebês. As ocorrências de mordidas entre crianças rapidamente trazem os pais à escola. Os pais da criança mordida vêm indignados com a marquinha que encontraram em seu filho. Os da criança que mordeu ficam preocupados com o seu comportamento, com a criança receber algum rótulo etc. Para amenizar essa tensão e te ajudar a solucionar este problema, estamos postando aqui algumas dicas muito importante, confira!

Crianças não param totalmente de morder... Mas criar uma rotina de atividades ajudem as crianças a se expressarem e a descarregarem suas tensões, diminuindo a ocorrência das dolorosas mordidas. Confira aí algumas dicas:
  1. Atividades de manipulação de papel, como rasgar, amassar, rasgar revistas velhas, fazer bolinhas com papel, tudo para aliviar a agressividade.
  2. Momentos de manipulação de massinha: modelar, jogar, bater com força, esticar etc.
  3. Exploração de diferentes texturas: ofereça às crianças materiais como algodão, lixa, gelo e coisas moles, como mingau colorido com corante e sagu.
  4. Atividades artísticas com guache, pincel, canetinha, oferecendo a elas telas de pintura, cartolina, papelão, papel etc.
  5. Atividades com música, cantando, batendo palma e dançando.
  6. Brincadeiras com água e lama no jardim. As situações ao ar livre são essenciais para qualquer criança.
  7. Muitas historinhas, contadas com fantoches e uma entonação de voz atraente e cheia de suspense.

DICA  É preciso entender que esta é a chamada “Fase oral”, ela acontece desde o período de bebê até os 2 anos de idade, mas tem crianças que passam por esta fase tardiamente, ela deve ser compreendida pelos pais e professores, a melhor forma é distrair a criançada e usar do acontecido para mostrar às crianças que a mordida dói, machuca e que o(a) amiguinho(a) não gostou. A criança sente prazer em morder, ela não faz isso por maldade, e não são todas as crianças mordem na fase oral, algumas demonstram esta fase colocando objetos ou até mesmo as mãos e dedos na boca, é aí que a atenção se faz necessária, pois há objetos que podem ser engolidos ou machucar os pequenos. Pais e professores: cuidem dos pequenos e não se culpem e não usem da agressão verbal e muito menos física com a criança que mordeu, pois quem bate para ensinar está ensinando a bater!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

COMO LIDAR COM AS MORDIDAS



COMO LIDAR COM A FASE DAS MORDIDAS

Mais do que uma reação de raiva, as mordidas dadas pelas crianças pequenas, com até 2 ou 3 anos, são uma forma de comunicação e expressão de sentimentos.
Nessa etapa da vida, a criança ainda não domina a linguagem, então, a forma que ela tem para se expressar, para se comunicar e interagir com os outros é pelos meios físicos, como morder, bater, puxar o cabelo, abraçar, beijar e empurrar…
O que a criança deseja ao morder um amiguinho não é agredi-lo, mas sim obter de forma rápida algum objeto ou chamar atenção. A criança morde, e depois vê o que acontece. Por exemplo, se ao morder ela consegue o que quer, qual é a reação da criança mordida, a reação dos adultos.
Várias situações podem levar a criança a morder. Em uma sala de aula no Centro de Educação Infantil: quando a professora está grávida por exemplo, o mesmo em casa, se a mãe está grávida do irmãozinho, se ela vê alguma situação de agressão ou algo que a oprime, alguma mudança na sua vida, como a separação dos pais, mudanças no CEI, a disputa por um brinquedo, por gostar demais de alguém ou mesmo pela atenção de outras pessoas.
O psicólogo francês, Henri Walton (1879-1962) escreveu que assim a criança constrói seu “eu corporal”, é nessa fase, em que ela testa os limites do próprio corpo, onde o dela acaba e começa o da outra pessoa.
A mordida é sempre uma situação difícil para os pais de ambas as crianças. Também muitos professores enfrentam constantemente o choro de dor de uma criança, a reclamação de um pai indignado. Apesar de comum, a situação é um desafio na Educação Infantil. Afinal, por que os pequenos gostam tanto de morder?
Um dos motivos é a descoberta do próprio corpo. Desde o aparecimento da dentição até por volta dos 2 anos, eles mordem brinquedos, sapatos e até os próprios os pais, professores e amigos para descobrir sensações e movimentos.

Professoras e Auxiliares do Berçário I e II